quarta-feira, 21 de setembro de 2011


     Embalada pelas comemorações, dos 70 anos do inicio da Segunda Guerra Mundial, a Nova Fronteira lança Hitler, do aclamado biógrafo Joachim Fest, especialista em Hitler, cujas pesquisas serviram de base para o roteiro do filme “A Queda – as últimas horas de Hitler”.
No livro, consciente de que tem nas mãos um biografado aberto a muitas – e até opostas – interpretações, Joachim Fest abre o livro com uma discussão sobre os atributos do personagem, e com a pergunta: deve-se qualificar o tirano alemão de “grande”? Ele sustenta que sim, e explica, com competência, seu ponto de vista, de modo a não deixar espaço a qualquer especulação de que admire as realizações ou os métodos de Hitler – mas, sobretudo, ressaltando que, apesar da extensa lista de crimes e monstruosidades do ditador, a História do século 20 teria sido diferente sem ele. “Com ele, o indivíduo demonstrou, mais uma vez, seu extraordinário poder sobre o processo histórico”.
Baseado em extensa pesquisa, Fest traça a trajetória de Hitler desde sua infância na Áustria, em fins do século 19, até tornar-se a nêmesis da civilização, em meados do século 20. Fatos, ambientes, personagens e contextos são recriados e trazidos de volta com detalhes, e o autor revela enorme habilidade na narrativa, que em nenhum momento resvala para o tédio.
No primeiro volume, que vai até a chegada de Hitler ao poder, em 1933, Fest nos deixa a par de como o futuro ditador alemão construiu seu anti-semitismo extremado e doentio, de sua inteligência e instinto aguçados, de sua obsessão pela propaganda como forma de domínio das massas, de sua total adesão à máxima maquiavélica de que os fins – inclusive os mais violentos e imorais possíveis – justificam os meios. E pode-se, assim, acompanhar passo a passo a ascensão inexorável de um líder convencido da grandeza e superioridade da “raça” alemã, concepção essa que o levou a mergulhar o mundo na mais pavorosa tragédia conhecida pela humanidade.



Gênero: Literatura
Editora: Nova Fronteira
Autor: Joachim Fest
ISBN: 9788520917404
Ano: 1973
Edição: 2ª
Número de páginas: 461
Acabamento: Brochura
Formato (LxA) (cm): 15x23

Cruz de Ferro 1ª Classe (Eisern Kreuze 1939 1. Klasse)





               A Cruz de Ferro é indubitavelmente a mais rica e notória condecoração alemã da História. A longa tradição data de 1813, quando o Rei Friedrich Wilhelm III da Prússia instituiu a condecoração durante a Guerra de Libertação contra Napoleão. A Cruz voltou a ser suspensa nos uniformes dos admiráveis soldados alemães em 1870, na Guerra Franco-Prussiana, e novamente em 1914 na I Guerra Mundial. Com o sacrifício dos homens condecorados por ela, seu semblante tornou-se sinônimo do antigo mundo alemão de coragem e triunfo. Na nova ordem mundial, onde a Alemanha se tornou uma paria depois da I Guerra Mundial, restaram poucas lembranças dos conflitos do passado que eram fonte de orgulho. Antes de mais nada, a prata e o preto antigos foram reminiscências dos galantes guerreiros prussianos, das grandes vitórias da era de Bismarck e da bravura dos soldados da I Guerra Mundial. A Cruz tinha tido uma inquestionável aura desde quando foi criada. Instituída pelo Rei da Prússia Friedrich Wilhelm III em 10 de Março de 1813, a Cruz de Ferro foi imaginada como uma condecoração temporária para reconhecer os esforços contra Napoleão. Três classes da condecoração foram criadas: segunda, primeira e a Grã-Cruz, com o processo de condecoração inovador para a época, onde haviam várias classes da sociedade com uma determinada condecoração para cada uma. Esta não fazia distinção de situação social é o que distingue a Cruz de Ferro das demais condecorações contemporâneas concedidas pelas demais casas reais. Considerou-se que uma ação privada de efeito geral afetaria o resultado de uma batalha. Esta rara lógica deste tempo ditou que a Cruz de Ferro seria concedida democraticamente, sendo todos os níveis elegíveis para uma das classes da Condecoração. Karl Friedrich Schinkel, uma arquiteto de 31 anos de Berlim, foi incumbido pelo Rei de criar este símbolo para que fosse conhecido como a "Eiserne Zeit" da Prússia (Tempo de Ferro). Friedrick Wilhelm requisitou que a concepção deveria incluir a Coroa Prussiana, sua cifra real, a data de instituição (1813) e uma representação de folhas de carvalho, a árvore sagrada da Alemanha. A versão 1939, ou a quarta emissão, traz este ano na fase frontal e a cruz suástica no centro. Infelizmente a cruz de ferro ficou estimatizada e sua imagem associada ao nazismo, impedindo sua re-instituição nos dias atuais, o que é uma pena e uma ironia por se tratar da primeira condecoração social e democraticamente correta.

Portraits da Wehrmacht